MANIFESTAÇÃO NO ATO DE DESAGRAVO DE 14.07.2008.
FAUSTO MARTIN DE SANCTIS
JUIZ FEDERAL
Necessito externar meu profundo
agradecimento a todos que neste momento delicado solidarizaram-se comigo.
Ao longo de minha carreira na
magistratura federal, desde 17.10.1991, deparei-me sempre com situações que demandaram
reflexões reiteradas. Na verdade, em se tratando de crimes financeiros, pode-se
mesmo falar em casos artesanais, que demandam horas, dias e muito estudo.
Antes do papel do juiz, há o ser
humano, que, como tal, é passível de erros diante do dedicado e delicado exercício
intelectual e físico na busca da melhor solução e da verdade, tomando as
cautelas para desembaraçar-me de quaisquer influências sem pretender desacatar
qualquer autoridade deste país.
Em todas as situações, sempre tive
a necessidade de me valer dos meus princípios, da minha crença e dos valores
consagrados pela nossa sociedade, os quais se encontram insertos na
Constituição e nas leis infraconstitucionais.
Os brasileiros podem se certificar
que este magistrado, aliás, como a imensa maioria da magistratura, toma suas
decisões, independentemente da origem, cor, sexo, idade, religião e condição
social, com igual presteza, aplicando o direito penal do fato, jamais do autor.
Tenham certeza que continuarei
perseguindo minha atividade jurisdicional porquanto abracei a carreira pública
por convicção, sendo certo que minha ambição se restringe aos limites dos meus
vencimentos líquidos. Nada mais espero.
O apoio dos colegas, do Ministério
Público (Federal e Estadual), da Polícia Federal, de várias associações de
classe, de advogados e juristas, da sociedade civil e da imprensa, na verdade,
busca defender a independência e a livre convicção do exercício de toda a magistratura,
preservando-se, em última análise, uma sociedade livre e soberana.