São Paulo, 18 de abril de 2008

          

OPERAÇÃO PIRITA: RÉUS SERÃO INTERROGADOS NA SEMANA QUE VEM

 

O interrogatório dos réus denunciados na chamada “Operação Pirita” começa na próxima terça-feira (22/4), às 15 horas, na 2ª Vara Criminal Federal (Al. Min. Rocha Azevedo, 25, São Paulo/SP). Os acusados serão interrogados pelo juiz federal substituto Márcio Ferro Catapani, a portas fechadas (o processo corre sob segredo de justiça).

No primeiro dia (22/4) serão interrogadas as brasileiras: Regina Célia Santarelli, Márcia Tito Ribeiro, Cíntia Brandolini e Bárbara Cardoso de Mendonça Gomes (todas encontram-se soltas). Na quinta-feira (24/4) será a vez dos estrangeiros: Doron Mukamau, Aron John Anthony Patrick Trainor, Alan Craig Chard e James Michael Nccann (réus presos). As testemunhas de acusação serão ouvidas no dia 25/4, às 14h30.

A denúncia, oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), foi aceita pela Justiça Federal no 2/4. A Operação Pirita foi realizada pela Polícia Federal em conjunto com autoridades dos Estados Unidos (EUA), e desmontou um esquema criminoso que fraudava investidores do mercado financeiro de vários países, principalmente Inglaterra, Espanha, Austrália, EUA e alguns países da Ásia.

Com base em São Paulo, a quadrilha mantinha um call center na capital com operadores de telemarketing fluentes em línguas estrangeiras para convencer investidores de diversos países a venderem as ações de baixo valor a preços irrecusáveis. Para “garantir” o negócio, os operadores persuadiam os investidores a depositar antecipadamente o valor referente às taxas de corretagem e impostos em contas nos EUA, com a promessa da restituição do dinheiro, o que não acontecia.

O israelense Doron Mukamau, acusado de ser o líder do esquema, foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e fraude contra investidores; os ingleses Aron John Anthony Patrick Trainor e James Michael Nccann, o neozelandês Alan Craig Chard e a brasileira Cíntia Brandolini, pelos crimes de fraude contra investidores e formação de quadrilha; as brasileiras Bárbara Cardoso de Mendonça Gomes, Márcia Tito Ribeiro e Regina Célia Santarelli foram denunciadas por participação na lavagem de dinheiro da quadrilha, intermediando a compra de imóveis e outros bens. (RAN)

 

Processo nº 2007.61.81.001278-5