São Paulo, 7 de abril de 2008

          

ACEITA DENÚNCIA NA OPERAÇÃO PIRITA

 

A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra oito pessoas presas na Operação Pirita foi aceita, no último dia 2/4, pelo juiz federal substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo (especializada em lavagem de dinheiro).

Quatro estrangeiros e quatro brasileiras figuram como réus no processo. São eles: 1) Doron Mukamau; 2) Aron John Anthony Patrick Trainor; 3) Alan Craig Chard; 4) James Michael Nccann; 5) Regina Célia Santarelli; 6) Márcia Tito Ribeiro; 7) Cíntia Brandolini; 8) Bárbara Cardoso de Mendonça Gomes.

Segundo a denúncia do MPF, a Operação Pirita, realizada pela Polícia Federal em conjunto com autoridades dos Estados Unidos (EUA), desmontou um esquema criminoso que fraudava investidores do mercado financeiro de vários países, principalmente Inglaterra, Espanha, Austrália, EUA e alguns países da Ásia.

Com base em São Paulo, a quadrilha mantinha um call center na capital com operadores de telemarketing fluentes em línguas estrangeiras para convencer investidores de diversos países a venderem as ações de baixo valor a preços irrecusáveis. Para “garantir” o negócio, os operadores persuadiam os investidores a depositar antecipadamente o valor referente às taxas de corretagem e impostos em contas nos EUA, com a promessa da restituição do dinheiro, o que não acontecia.

O israelense Doron Mukamau, acusado de ser o líder do esquema, foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e fraude contra investidores; os ingleses Aron John Anthony Patrick Trainor e James Michael Nccann, o neozelandês Alan Craig Chard, e a brasileira Cíntia Brandolini, pelos crimes de fraude contra investidores e formação de quadrilha; as brasileiras Bárbara Cardoso de Mendonça Gomes, Márcia Tito Ribeiro e Regina Célia Santarelli, foram denunciadas por participação na lavagem de dinheiro da quadrilha, intermediando a compra de imóveis e outros bens.

Foram agendados interrogatórios: dia 22/4, às 15h, serão interrogadas as brasileiras (5, 6, 7 e 8); dia 24/4, às 15h, os estrangeiros (1, 2, 3 e 4). As testemunhas de acusação serão ouvidas no dia 25/4, às 14h30. Foi decretado sigilo no processo e os depoimentos acontecerão a portas fechadas. (RAN)

 

Processo nº 2007.61.81.001278-5